Projeto de "home office" deve separá-lo do ambiente familiar e priorizar escolha de mobiliário ergonômico.

Trabalhar em casa tem suas vantagens, como o intervalo para a soneca. Mas não dá para relaxar ao planejar o escritório doméstico.
A começar por separá-lo do ambiente familiar, sobretudo se o profissional tiver filhos. "Não é possível ser produtivo se sua concentração é prejudicada", comenta a arquiteta Cláudia Andrade.
O "home office" é projetado em função do espaço disponível e considerando a ergonomia do mobiliário, a iluminação e a localização do material de trabalho.
Priorize luz e ventilação naturais, com janelas amplas e cortinas abertas durante o maior tempo possível. Para leitura recomenda-se uma iluminação pontual, como a de uma luminária de mesa.
Móveis adequados evitam lesões e desvio na coluna, diz Roberta Mülfarth, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie.
"Ao sentar na cadeira, os pés devem ficar apoiados no chão, os cotovelos, na mesa, a coluna, no encosto flexível, e os braços retos sem tensionar a região dos ombros."
A ergonomista e fisioterapeuta sênior Symone Miguez, consultora, explica que a cadeira pede regulagem de altura e bordas arredondadas (para circulação das pernas).
A espuma do assento deve ter densidade de 50 quilogramas-força por m3, para não sobrecarregar a estrutura, e o encosto, altura regulável para apoio da região lombar.
Nos modelos com braços, eles devem se encaixar sob a mesa para que os cotovelos se apoiem sobre a bancada.
Cadeira de cinco rodízios aumenta o conforto e a estabilidade; é escolhida a partir do piso. "Se desliza facilmente em pisos frios, causa insegurança", diz Miguez. Para os de madeira, prefira as de rodinhas com silicone.
A altura da mesa deve ser de 0,75 m, segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Quem mede mais de 1,80 m deve adotar 0,80 m. A profundidade depende do monitor; com os convencionais, é de 90 cm; com os de LCD, de 70 cm.
"Notebook" pede suporte (www.lojadaergonomia.com.br) que adapta a altura do visor. Sem o acessório, o uso intensivo do aparelho causa dores em ombros, braços e costas.


ROSANGELA DE MOURA