Móveis ergonômicos são investimentos

Quem já não sentiu uma sensação de extremo cansaço e dores no corpo ao final do expediente? Apesar de parecerem comuns, devem ser encarados como sinais de problema, e a causa pode estar no mobiliário do trabalho.

De acordo com especialistas em ergonomia (estudo do relacionamento entre o homem e o seu trabalho, equipamento e ambiente) deve haver um perfeito ajuste das máquinas e do ambiente ao trabalhador para diminuir os riscos de doenças e aumentar a qualidade e eficácia do trabalho.

Para garantir o bem-estar do trabalhador e economia para a empresa, o mobiliário é um dos primeiros itens a ser observado. Sueli Bárbara Tombini Nickel, ressalta que a Associação Brasileira Normas Técnicas (ABNT) criou regras aos fabricantes de mobiliário do País, com vistas ao desenvolvimento de produtos que assegurem a manutenção da saúde, do conforto físico e do bom rendimento dos usuários.

As condições ergonômicas inadequadas, conforme o professor Marlos Marim, de Fisioterapia do Cesumar, podem causar doenças ocupacionais, sendo a mais conhecida as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (Dort).

"Estas lesões podem ser desde uma inflamação no tendão do músculo (tendinites) a uma compressão de um nervo (lesão compressiva). Dependendo do grau e do comprometimento, esta lesão pode resultar em invalidez total do trabalhador, ou seja, ele não consegue mais exercer a atividade", alerta.

Dentre os riscos ergonômicos que provocam as doenças ocupacionais, o professor cita a repetitividade dos movimentos, força excessiva, posturas viciosas e de esforço estático ou dinâmico, sobrecarga física de trabalho, além das vibrações de aparelhos e ferramentas inadequadas.

Estas lesões e doenças também podem ser causadas pela compressão mecânica de partes do corpo, ritmo de trabalho intenso e ainda pela ausência de pausas e rodízios, bem como pela falta de organização do sistema de trabalho.

O professor destaca que a empresa decidida a investir em ergonomia no trabalho só tende a ganhar: entre os benefícios estão o aumento da produtividade e da qualidade do trabalho, redução dos desperdícios, queda do número de faltas e até menos gastos com substituição da mão de obra e manutenção em geral. Já para o colaborador, a ergonomia é sinônimo de prevenção das dores e ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais, além de mais disposição, motivação e conforto no ambiente de trabalho.

Dicas de postura

•Mantenha o topo da tela no nível dos olhos e distante cerca de um comprimento de braço.
•Apoie as costas no encosto da cadeira ou em um suporte para as costas.
•Deixe o antebraço, punhos e mãos em linha reta em relação ao teclado. O cotovelo deve ficar junto ao corpo e deve haver um espaço entre a dobra do joelho e a extremidade final da cadeira.
•Mantenha um ângulo igual ou superior a 90 graus para as dobras dos joelhos e do quadril, e apoie os pés no chão ou utilize um descanso para os pés.